Oscar 2022: Sem drama, só glória - Um resumão dos grandes vencedores do ano Spoilers

Alôu, alôu, comunidade cinéfila, venham para minha ala que a semana especial de comentários sobre a maior celebração da sétima arte vai continuar!

Agora que a poeira das emoções de ontem já começou a baixar, já falamos sobre todos os elefantes rosa neon no meio da sala impossíveis de se evitar, e até o Will Smith já se acalmou, podemos voltar nossa atenção para o que, e quem, realmente estávamos ali reunidos para celebrar no domingo passado.

Sem deixar os dramalhões da noite tirarem a atenção do brilho e da genialidade de cada uma das potências cinematográficas presentes neste 94º Oscar, vamos então voltar nossos neurônios cafeinados para a parte que nos toca: o cinema. Segue abaixo um resumão bem do dinâmico (e aqui um link para outro!) dos vencedores das principais categorias da noite.

→ Melhor Animação: Encanto

A mais nova animação da Disney realmente é tudo que o título diz. Uma aposta certeira (claramente), essa aventura mágica com ares de conto de fada se passa nas matas da Colômbia e acompanha a história da família Madrigal, cuja energia mágica vem da ‘Casita’ onde vivem e está fortemente ligada ao vilarejo ao redor.

“Encanto”, dirigido por Jared Bush, passou na frente de filmes como “Luca”, outra grande aposta, e “Raya e o Último Dragão", além de ter sido indicado também à categoria de Melhor Canção original, com “Dos Orguitas”, composta por Lin-Manuel Miranda e na voz do colombiano Sebastián Yatra, que inclusive a apresentou na cerimônia de premiação.

→ Melhor Roteiro Original: “Belfast”, de Kenneth Branagh

Também indicado à categoria de Melhor Filme, “Belfast” acabou levando a melhor em um páreo duríssimo que contava com indicados como “King Richard: Criando Campeãs”, “Licorice Pizza” e “Não Olhe Para Cima”, que também concorreram nas duas categorias (e *alerta de spoiler sem ser spoiler*, não foi dessa vez pra ninguém).

O filme também tem direção de Kenneth Branagh e é meio que semi-biográfico, baseado em sua experiência de vida, mas retratando um período tumultuoso da história de Belfast, no final dos anos 60, através da perspectiva de Buddy, um garoto filho de pais operários.

→ Melhor Roteiro Adaptado: “No Ritmo do Coração”, de Sian Heder

Desbancando a concorrência forte, incluindo “Ataque dos Cães” e uma das mais aguardadas adaptações do ano, indicada a um sem-número de categorias (mas que… né), “Duna”, este (*sem spoilers!*) graaaaande filme veio realmente para arrebatar corações e, não satisfeito, ainda um punhado de estatuetas douradinhas, o bastante pra decorar a prateleira mais bonita de (várias) casa(s).

O roteiro, da também diretora do filme Sian Heder, é um remake e uma adaptação em inglês e linguagem de sinais do filme francês de 2014 “A Família Bélier”, que, aliás, dizem por aí que agora também vai ganhar uma adaptação musical em breve.

→ Melhor Atriz Coadjuvante: Ariana DeBose - “Amor, Sublime Amor”

Em sua primeira indicação ao prêmio, a atriz levou a estatueta desbancando candidatas como a conhecida Kirsten Dunst ("Ataque dos Cães") e a lendária Judi Dench ("Belfast") por sua performance na pele de Anita no remake do clássico “Amor, Sublime Amor”, repaginado por Steven Spielberg.

O filme é uma adaptação do musical “West Side Story”, de 1957, que conta a história de um amor proibido nascido em um território de gangues rivais em Nova York. Uma curiosidade/coincidência incrível é que Rita Moreno, a Anita do primeiro filme, também venceu o Oscar pelo papel 60 anos atrás.

→ Melhor Ator Coadjuvante: Troy Kotsur - “No Ritmo do Coração”

Derrotando o já conhecido e vencedor de um Oscar J.K. Simmons ("Apresentando os Ricardos"), Troy Kotsur fez história ao vencer o primeiro na categoria sendo um ator surdo. Ele fez um discurso, o primeiro, inteiramente em linguagem de libras, no qual agradeceu à família e refletiu sobre sua trajetória até ali.

O ator foi premiado por sua performance como Troy Rossi em “No Ritmo do Coração” (*me segurando para não dar o spoiler que todos provavelmente já sabem*), um filme que conta a história da jornada de uma família com deficiência auditiva, e a de Ruby Rossi (Emilia Jones), a única deles que não carrega essa característica.

→ Melhor Atriz: Jessica Chastain - “Os Olhos de Tammy Faye”

Apesar do burburinho sobre a performance tão potente quanto surpreendente (na minha opinião- pronto, falei, desculpa) da Kristen Stewart como a princesa Diana em “Spencer”, a concorrência fortíssima da gigantesca da já premiada e múltiplas vezes indicada Olivia Colman ("A Filha Perdida"), da versatilidade infinita e já calejada de tapetes vermelhos da Nicole Kidman ("Apresentando os Ricardos"), e do talento inenarrável da infalível Penélope Cruz ("Mães Paralelas", altamente recomendo, aliás)… Apesar deste parágrafo imenso! O Oscar é dela, por sua performance na pele de Tammy Faye Bakker, a figuraça televangelista americana.

Este é o primeiro Oscar da atriz, que já foi indicada à categoria que venceu agora em 2013 por “A Hora Mais Escura”, quando Jennifer Lawrence levou a estatueta por “O Lado Bom da Vida”, e à de Melhor Atriz Coadjuvante em 2012, por “Histórias Cruzadas”, ano em que Anne Hathaway venceu com Les Misérables.

→ Melhor Ator: Will Smith - “King Richard: Criando Campeãs”

Fora toda a polêmica toda, que quase, quase deixou tudo até meio ~assim~ ter que dar um Oscar pra ele depois (rs, torta de climão, se procurar no Google dá direto essa situ), a performance do Will nesse filme foi de fato cativante, e não só isso, mas a atitude dele após ~o ocorrido~, também foi bastante elegante. Durante seu discurso de agradecimento, o ator citou seu personagem, e fazendo uma relação com as características e atitudes dele, pediu desculpas a Chris Rock e também à família Williams, retratada no filme.

De qualquer forma, Will ganhou assim seu primeiro Oscar, após duas indicações nesta categoria; em 2002, por “Ali”, o lendário boxeador, e em 2007 pelo emocionante “À Procura da Felicidade”. Também levou a melhor sobre grandes nomes, como Javier Bardem ("Apresentando os Ricardos"), Benedict Cumberbatch ("Ataque dos Cães") e Denzel Washington ("A Tragédia de Macbeth").

→ Melhor Direção: Jane Campion - “Ataque dos Cães”

Além de ser apenas a terceira mulher na história de toda a premiação do Oscar a levar a estatueta de Melhor Diretora, esta não foi a primeira indicação da cineasta. Assim como neste ano, a diretora concorreu em mais de uma categoria, incluindo esta, em 1994, quando seu “O Piano” venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Ao passo que “Ataque dos Cães” também foi indicado a Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado, Jane Campion levou a melhor sobre grandes apostas, como Kenneth Branagh ("Belfast") e Paul Thomas Anderson ("Licorice Pizza").

→ Melhor filme (*ou, revelação do spoiler que o mundo já sabe*): “No Ritmo do Coração”

Após absolutamente tudo que já foi dito sobre ele, o que nos resta fazer a não ser contemplar, ou assistir, pra quem não viu? É de fato um filme emocionante, cativante, sensível e muito bonito. E olha que eu, pessoalmente, nem estava torcendo pra ele (não, não vou revelar qual era meu voto- voto é secreto!)…

Desbancando grandes favoritos como “Não Olhe Para Cima”, “Belfast”, “Licorice Pizza”, “Duna” (que flopou…), e, bom, todos, né? Afinal, nível de Oscar é nível de Oscar- desbancando todos eles, concorrendo e levando estatuetas em várias categorias, foi ele, “No Ritmo do Coração”, dirigido por Sian Heder.

No mais, fiquemos ligados nas considerações a seguir, que a semana pós-Oscar não terminou!

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