Oscar 2022: Homenagens, representatividade, tapa na cara e pisão no vestido! Baseado em fatos reais Spoilers

Ok, ok. A 94ª cerimônia da maior premiação do universo do cinema acabou de rolar, os convivas não devem nem ter acordado ainda, e aposto que há quem mal tenha se recuperado de todas as emoções da noite passada. E justamente, porque nós aqui ainda estamos no chão com algumas das cenas que, bem, roubaram A Cena (é, Will, estamos olhando pra você, cara…).

Por outro lado também não faltaram momentos marcantes de outra forma: encontros de gerações, homenagens emocionantes, muita representatividade, looks diferentões e bafônicos (alguns com caudas tão longas que pareciam tapetes por si só), e um line-up de performances que foi todo um outro show. Segue abaixo o resumão do Oscar de 2022 no melhor estilo Shonda Rhimes, diretamente de Shondaland:

O tapa que estalou pro mundo inteiro ouvir

À essa altura, você já deve ter visto essa imagem e o raio que o parta do que se pode fazer dela. Claro, tem o vídeo original. Mas nessas mal 12h que se passaram entre o ocorrido e o momento presente, você não precisa nem imaginar a quantidade de gif, meme, comentário, twit e etc. nas redes a respeito (não precisa, porque já deve ter visto, e porque esse assunto ainda vai render hor-ro-res!).

Mesmo assim, vamos cutucar o elefante neon aqui na sala e explicar- bem, tentar explicar o que aconteceu mesmo. Apesar de, como já apontado, você provavelmente já ter visto, imagine a cena:

Estamos no Dolby Theatre, cenário histórico do maior número de cerimônias do Oscar desde a primeira edição, em 1929, e Chris Rock, ator e comediante americano, e já um rosto conhecido como apresentador nos palcos de vários eventos importantes, estava lá, garantindo as risadas da nata de Hollywood. Ele apresentava o vencedor da categoria de Melhor Documentário quando resolveu fazer uma piada infeliz sobre o novo corte e cabelo da Jada, esposa do Will. Nem bem a gente entendeu a reação das pessoas, e Will Smith já estava indo retinho em direção ao comediante, e aconteceu a cena, com uma narração ao vivo meio bizarra do próprio agredido, que ia dizendo “eita, o lá vem o Will Smith, vou me ferrar…” .

E, bem, assim foi. Não satisfeito, Will ainda sentou, e continuou o barraco, gritando lá do lugar dele que Chris Rock “lavasse a p* da boca antes de falar da mulher dele”.

Claramente, nessa cena (e muitas vezes na vida), nós somos a Lupita Nyong'o. Teve até quem achou que a coisa toda tivesse sido armada, mas… Não foi.

O que acontece é que Jada Pinkett-Smith raspou o cabelo por conta da alopécia, uma doença autoimune que causa a queda do cabelo- e foi bem com este assunto que o comediante decidiu fazer graça, dizendo que o look seria para fazer um novo filme da “G.I. Jane”. E, bem, deu no que deu. Sorte a do Chris Rock que ele não levou essa chinelada do Will lá em 2002, na época em que ele foi Muhammad Ali, se não até com um peteleco ele saía voando, em vez de com essa cara:

…e dizendo que “nossa, deve ter sido a melhor noite da história da TV”.

Mais tarde, Will venceu o Oscar de Melhor Ator por seu papel em “King Richard: Criando Campeãs”, e se desculpou em seu discurso ao falar do personagem.

→ Novo barão da pisadinha (de milhõe$ de dólare$)

Rosie Perez, que estava lindíssima, arrasani de vermelhão na pixta mais importante do cinema e ainda figurou em várias listas dos melhores looks também acabou fazendo um feat. num pequeno incidente. Esse realmente foi sem querer.

Acontece que logo atrás dela, bem na hora dessa foto, vinha um dos gigantes mais queridões do momento, Jason Momoa. Distraído, também com vários flashes no rosto, lá foi o (nada) pobre desavisado…

Não chegou a ser um pisão, nem um micão pra ninguém, e ele foi super elegante ao pedir desculpas, mas que chamou atenção, ah, chamou. Também, não é pra menos- até o que tem na sola do sapato desse homem deve custar mais que o aluguel de uma pessoa normal- imagina o vestido? O bichinho ficou tão sem jeito que até saiu andando para o outro lado, rs.

→ Melhor Filme & 50 anos do filme Cabaret" vira encontro de gigantes da música

O momento mais esperado da noite, a entrega do prêmio de Melhor Filme, acabou virando um incrível encontro de gerações da música. A talentosíssima Lady Gaga, de 36 anos, subiu ao palco ao lado de ninguém mais, ninguém menos do que a lendária Liza Minnelli (jazz hands!), de 76, e as duas fizeram uma homenagem lindíssima ao aniversário de 50 anos do icônico musical “Cabaret”, dirigido pelo eterno Bob Fosse.

→ E falando em música, adivinha quem roubou a cena para falar de assunto sério?

Como já comentamos, o line-up foi digno de, bem, Hollywood, né, meu bem? A abertura da cerimônia ficou a cargo da Queen B, que concorria a uma estatueta na categoria de Melhor Canção Original pela música tema de “King Richard”, e entrou, como sempre, arrasando.

Quem também arrasou em sua performance de “Dos Orguitos”, a canção original de “Encanto” composta pelo já consagrado Lin-Manuel Miranda, foi o colombiano Sebastián Yatra. Além disso tudo, fomos presenteados com a performance bafônica da Billie Eilish e seu irmão, que se apresentaram ao som da música que escreveram juntos para o último 007, “Sem Tempo Para Morrer”.

Assim, a cantora arrebatou não só as multidões, mas também a cobiçada estatueta.

Porém quem deu o que falar mesmo foi a rapper Megan Thee Stallion, que apresentou uma versão inédita da canção “We Don't Talk About Bruno”, e durante a performance “fez história” segundo os fãs ao improvisar versos e trechos na hora fazendo críticas a diferença salarial entre homens e mulheres. Passa a visão, Megan!

→ E falando em coisa séria… Representatividade importa!

Muitas outras coisas marcantes, emocionantes, e apenas legais, do tipo que deixam a gente se sentindo um pouco melhor em relação ao mundo, sabe? Então, algumas assim também aconteceram ontem. Dentre essas, uma foi a primeira premiação de um ator surdo, Troy Kotsur, que venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua performance em “No Ritmo do Coração”.

O ator, que recebeu o Oscar da Melhor Atriz Coadjuvante de 2021, a atriz coreana Youn Yuh-Jung, fez o primeiro discurso em língua de sinais, agradeceu toda a família, e relembrou sua trajetória até o grande momento.

Também emocionante demais foi o discurso da eleita Melhor Atriz Coadjuvante, Ariana DeBose, que levou a estatueta por sua performance em “Amor, Sublime Amor”. A atriz exaltou suas origens, e falou sobre sua identidade de mulher afro-latina queer.

*(podemos aliás tirar um momento para contemplar este look? obrigada)*

O discurso de Ariana enfatizando a visibilidade e experiência da comunidade LGBTQIA+ foi ecoado por uma das maiores vencedoras da noite, Jessica Chastain. A atriz, que há algum tempo vem se consagrando no círculo dos “cachorros grandes” do cinema, foi a vencedora da categoria de Melhor Atriz por sua performance em “Os Olhos de Tammy Faye”, em que faz o papel da televangelista americana Tammy Faye Bakker.

Em seu discurso de agradecimento, ela fez questão de mencionar o momento difícil do qual o mundo inteiro está tentando se recuperar agora, o fato de que tantos se sentem perdidos, o quanto o suicídio afeta os EUA e principalmente a comunidade LGBTQIA+. Ela também ressaltou a importância da população se posicionar contra legislações discriminatórias e preconceituosas, usando seu momento para dar voz a muitos.

Ou seja, depois disso tudo, pra nós aqui, meros mortais, é apenas uma segunda-feira normal que nós aproveitamos para fofocar sobre a vida daqueles que são estrelas- ou vivem nelas. Pode ser só ressaca, seja ela moral, ou de facto, da parte deles, já que por enquanto as coisas ficaram assim- mas que fiquem sabendo que nós só estamos de olho, esperando a poeira baixar (ou não) pra saber qual vai ser o tempero do dia de amanhã ;)

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