Madame Teia - Crítica 

O universo de vilões e anti-heróis da Sony, está indo de mau a pior, dessa vez usando uma personagem da terceira divisão do amigão da vizinhança, Madame Teia (2024) nos entrega uma história muito rasa, com muita publicidade e uma visão direta para uma continuação.

Dessa vez os roteiristas de Morbius (2022) decidiram nos apresentar uma nova história de origem sobre Cassandra Webb (Dakota Johnson), tendo a liberdade de reescrever para um novo público, essa oportunidade é perdida sem nem passar por revisão.

O enredo tem uma premissa interessante porém, é completamente dispensado quando os produtores já pensam na futura continuação, isso tira total credibilidade da história de origem, pois o foco passa a ser na futura franquia.

Infelizmente o quarteto de atrizes não conseguem ser emblemático, as interações se tornam forçadas após o primeiro encontro e desde então o filme fica em uma caçada de gato e rato.

O antagonista simplesmente não tem nenhum carisma, ele simplesmente tem a motivação mais genérica possível de um filme dos anos dois mil, e mais genérico que isso somente os personagens usando roupas com cores semelhantes ao seus uniformes.

Nas partes técnicas a fotografia de Mauro Fione (Avatar) é o único ponto positivo do filme, assim como ambientação do filme se passando na época e usando referências em alta daquele momento.

Madame Teia (2024), foi mais uma oportunidade perdida da Sony, se perdendo na ambição de referenciar o amigão da vizinhança e se tentando propagar como uma nova franquia, sem carisma, sem novidades e usando da publicidade como roupas e refrigerantes para se alto pagar.

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